Guaratinguetá: Carnaval 2013 – indefinições pairam no ar!
Publicado em 3 dez 2012
UNS DIZEM QUE SIM; OUTROS DIZEM QUE NÃO.
Coluna Samba&Cia
Por Mário Santos
Ao que tudo indica, o futuro do Carnaval 2013 de Guaratinguetá deverá
começar a ser definido nos próximos dias. É que segundo informações, acontece
nesta semana o julgamento do Recurso Especial impetrado no Tribunal Superior
Eleitoral pelos advogados do prefeito eleito, Francisco Carlos, o que vai
definir quem será de fato o prefeito a assumir o cargo em 1º de janeiro. Caso
não ganhe o recurso, Miguel Sampaio deverá ser proclamado o novo mandatário do
poder público municipal. Esse é, de acordo com diversas pessoas do mundo do
samba, um dos pontos cruciais de interrogação sobre a questão “vai haver ou não
Carnaval?”. Mas não é só isso. Vejam.
É voz
corrente na cidade que os sambistas pleiteiam uma verba maior em relação a que
tem sido destinada às Escolas de Samba nos últimos anos. Como se sabe,
Francisco Carlos não compartilha do pensamento em oferecer uma verba superior a
40 mil reais para casa Escola. A maioria dos representantes das agremiações
entende que não é mais possível realizar um Carnaval de qualidade com esse
montante, daí a reivindicação de um valor mais elevado.
Ocorre que o Projeto de Lei que trata a questão da verba ainda não foi votado
pela Câmara Municipal, tendo sido apenas apreciado em primeira sessão, para ser
melhor discutido em outra e depois votado. Minha opinião: parece uma manobra
política dos vereadores e partidos para aguardar a definição do Recurso Especial
em Brasília.
Além
disso, existem outros dois fatores a considerar. Um é que o prefeito eleito,
Francisco Carlos, segundo consta, estaria descontente com os valores da
licitação proposta para a montagem da Avenida Carnaval, que de acordo com ele,
“estão muito altos”. O outro, diz respeito à disponibilização da verba para as
Escolas, que somente seria possível entre o final de janeiro e o início de
fevereiro, praticamente às vésperas da festa, o que deixaria a todos numa “saia
justa”. Estes dois pontos levam Francisco Carlos a não desejar realizar o
Carnaval.
E
olha que estamos falando de Francisco Carlos porque foi o prefeito eleito,
embora acreditemos que as questões também preocupem Miguel Sampaio, em razão
dessa indefinição do rumo político da cidade. No modo de entender de algumas
pessoas, a não realização do Carnaval seria um alívio para os dois, nesse
início de administração. Agora, efetivamente, se vai ou não haver Carnaval, é
um caso a pensar. Uns dizem que sim; outros dizem que não!
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