Sinopse enredo 2022
Dos Filhos Deste Solo És Mãe Gentil, Pindorama É Aqui: Salve os Povos Nativos do Brasil!
Quando os colonizadores vieram de lá
Já existiam nativos do lado de cá
Os povos do grupo Tupi-Guarani
Que habitavam aqui
Tinham suas terras, suas casas, suas formas de comer, de pescar e dançar
Cultuavam a natureza em sua mais bela forma de preservar
Os europeus foram tomando
Foram raptando e se apropriando
De um espaço que não os pertenciam
O dominador ocupou o litoral
E os nativos foram para o interior
Foi uma dominação sem igual
Na qual todo escravismo era de terror
Eles vieram sem permissão
Com a cruz e a espada na mão
Nos seus olhos a ambição
Dizimar a civilização
Herói Ajuricaba
Mesmo acorrentado
Não me deixei ser escravizado
Resistir foi minha atitude de guerreiro, na alma brasileira incorporada
Pindorama é a identidade divina
Terra do herói Ajuricaba
O ferro em minhas mãos acorrentou
Meu grito de guerra ecoou
Mergulhei nas águas da esperança
Como herói da liderança
Não me deixei ser sufocado
Preferir ser imortalizado
A ser uma apropriação cultural extrema e excessiva
Da real história agressiva
Do meu povo, do meu país
“Índio” não somos!
Somos Tupiniquim, somos Caeté!
Somos Manaó, somos Tembé!
Somos Pataxó, somos Sataré!
Somos Tupinambá, somos Guarani!
Somos Tikuna, Somos Borari!
Somos Arawaté, Somos Macuxi!
Somos Potiguara, somos Tabajara!
Somos líderes da resistência
E não aceitaremos ser roubados
Pois queremos ser honrados
A mãe terra nos acalanta
Com cada herói sacrificado
Como estratégia de sobrevivência
Em silêncio decidimos ficar
Hoje nos vem a força
Do nosso direito reclamar
É a luta das lideranças indígenas
De Raoni, Sônia, Joênia
Xicão, Nailton, Ailton
De Jacir Macuxi
A invasão, ocupação e exploração do solo brasileiro
Trazidas por interesses econômicos
De Madeireiros, fazendeiros e garimpeiros
Que tiraram a vida do líder Paulinho Guajajara
Protetor de suas terras de belezas raras
A disputa de terras por mercenários
É um impasse vivido
Pelos povos originários
Demarcar é preciso
Para que se preserve a natureza
Dos povos primitivos
Porque legaliza e dá fim a violência
Que esses foram submetidos
Além de o ecossistema ajudar
E a natureza conservar
O destino das demarcações de terras
Dos povos nativos está numa “falsa” liderança
Dos poderes executivos
O futuro está em suas mãos
Direito originário, sim!
Marco temporal, não!
Todo “palhaço” é contra
Quando ele faz de conta
Que é a favor da demarcação
O que é pura ilusão
MARCHA DAS MULHERES INDÍGENAS
Marchar é preciso para demarcar
É preciso se empoderar
Com o objetivo de ampliar
O que são seus por direito
Com o canto de guerra꞉
“Pisa ligeiro, pisa ligeiro
Quem não pode com a formiga
Não assanha o formigueiro”
“Vamos cantar, balançar o cachimbó
Quero ver o “Bozo” amarrado no cipó”
Há um outro lado da história
Uma história não contada
Uma identidade obscura
Que perdeu a qualidade
Imersa na cultura
Somos indígenas e vivemos aqui
Somos raiz cravada nessa terra
Lutamos de punhos cerrados
Pela felicidade da nossa gente
Por isso não nos julguem diferentes!
“Dos filhos deste solo és mãe gentil”
Salve os verdadeiros
Povos nativos do Brasil!
Autor꞉ Rayan Sá
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