sexta-feira, 15 de outubro de 2021

GRES IMPÉRIO DO HAWAÍ (MANAUS/AM)

Sinopse enredo 2022

Dos Filhos Deste Solo És Mãe Gentil, Pindorama É Aqui: Salve os Povos Nativos do Brasil!


Quando os colonizadores vieram de lá

Já existiam nativos do lado de cá

Os povos do grupo Tupi-Guarani

Que habitavam aqui

Tinham suas terras, suas casas, suas formas de comer, de pescar e dançar

Cultuavam a natureza em sua mais bela forma de preservar


Os europeus foram tomando

Foram raptando e se apropriando

De um espaço que não os pertenciam

O dominador ocupou o litoral

E os nativos foram para o interior

Foi uma dominação sem igual

Na qual todo escravismo era de terror

Eles vieram sem permissão

Com a cruz e a espada na mão

Nos seus olhos a ambição

Dizimar a civilização


Herói Ajuricaba


Mesmo acorrentado

Não me deixei ser escravizado

Resistir foi minha atitude de guerreiro, na alma brasileira incorporada

Pindorama é a identidade divina

Terra do herói Ajuricaba

O ferro em minhas mãos acorrentou

Meu grito de guerra ecoou

Mergulhei nas águas da esperança

Como herói da liderança

Não me deixei ser sufocado

Preferir ser imortalizado

A ser uma apropriação cultural extrema e excessiva

Da real história agressiva

Do meu povo, do meu país

“Índio” não somos!

Somos Tupiniquim, somos Caeté!

Somos Manaó, somos Tembé!

Somos Pataxó, somos Sataré!

Somos Tupinambá, somos Guarani!

Somos Tikuna, Somos Borari!

Somos Arawaté, Somos Macuxi!

Somos Potiguara, somos Tabajara!

Somos líderes da resistência

E não aceitaremos ser roubados

Pois queremos ser honrados

A mãe terra nos acalanta

Com cada herói sacrificado

Como estratégia de sobrevivência

Em silêncio decidimos ficar

Hoje nos vem a força

Do nosso direito reclamar

É a luta das lideranças indígenas

De Raoni, Sônia, Joênia

Xicão, Nailton, Ailton

De Jacir Macuxi

A invasão, ocupação e exploração do solo brasileiro

Trazidas por interesses econômicos

De Madeireiros, fazendeiros e garimpeiros

Que tiraram a vida do líder Paulinho Guajajara

Protetor de suas terras de belezas raras

A disputa de terras por mercenários

É um impasse vivido

Pelos povos originários

Demarcar é preciso

Para que se preserve a natureza

Dos povos primitivos

Porque legaliza e dá fim a violência

Que esses foram submetidos

Além de o ecossistema ajudar

E a natureza conservar

O destino das demarcações de terras

Dos povos nativos está numa “falsa” liderança

Dos poderes executivos

O futuro está em suas mãos

Direito originário, sim!

Marco temporal, não!

Todo “palhaço” é contra

Quando ele faz de conta

Que é a favor da demarcação

O que é pura ilusão


MARCHA DAS MULHERES INDÍGENAS

Marchar é preciso para demarcar

É preciso se empoderar

Com o objetivo de ampliar

O que são seus por direito

Com o canto de guerra꞉

“Pisa ligeiro, pisa ligeiro

Quem não pode com a formiga

Não assanha o formigueiro”

“Vamos cantar, balançar o cachimbó

Quero ver o “Bozo” amarrado no cipó”


Há um outro lado da história

Uma história não contada

Uma identidade obscura

Que perdeu a qualidade

Imersa na cultura

Somos indígenas e vivemos aqui

Somos raiz cravada nessa terra

Lutamos de punhos cerrados

Pela felicidade da nossa gente

Por isso não nos julguem diferentes!


“Dos filhos deste solo és mãe gentil”

Salve os verdadeiros

Povos nativos do Brasil!


Autor꞉ Rayan Sá

Nenhum comentário:

Postar um comentário