Carnavais de Manaus, dos bailes de salão à passarela do samba
Na segunda metade do século XIX, a província da Barra do Rio Negro possuía apenas sete ruas. O carnaval de rua com músicas, danças e batucadas, ainda não existia. Tudo girava em torno da violência e das agressões influenciadas pelo entrudo português (carnaval) que persistia. Os dias designados para esse folguedo popular eram o domingo magro, segunda-feira gorda e a terça-feira, em que a população da Barra esquecia a labuta diária, os aborrecimentos e caia na gandaia “estrudando-se” entre si.
O primeiro baile de mascarados da cidade de Manáos aconteceu em janeiro de 1857. Ele foi realizado através de uma festa em benefício da Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios no Largo dos Remédios, comandado pela orquestra dos educandos artífices, sob direção de seu contramestre Agostinho José.
Com este baile e com a fundação das sociedades carnavalescas como a Sociedade Carnavalesca, dirigida por Joaquim José da Silva Pingarrilho; Sociedade Carnaval Amazonense, dirigida por Demétrio Antônio Peixoto; Euterpe Rionegrense dirigida pelo tenente-coronel João Marcelino Pau Brasil e a Sociedade de XPTO, iniciou-se o carnaval da cidade de Manáos, dividido em duas classes: o carnaval de salão e o carnaval de rua, sendo que este continuava com os moldes do entrudo, o que motivou a Câmara Municipal a editar uma portaria para coibir este tipo de prática.
Nos anos seguintes, até o fim do império e o inicio da República, os foliões manauaras brincavam o carnaval em sociedade carnavalesca, que promoviam grandes bailes públicos para o povo de classe baixa, que não podiam pagar os ingressos dos grandes bailes carnavalescos.
Na segunda metade do século XIX, a província da Barra do Rio Negro possuía apenas sete ruas. O carnaval de rua com músicas, danças e batucadas, ainda não existia. Tudo girava em torno da violência e das agressões influenciadas pelo entrudo português (carnaval) que persistia. Os dias designados para esse folguedo popular eram o domingo magro, segunda-feira gorda e a terça-feira, em que a população da Barra esquecia a labuta diária, os aborrecimentos e caia na gandaia “estrudando-se” entre si.
O primeiro baile de mascarados da cidade de Manáos aconteceu em janeiro de 1857. Ele foi realizado através de uma festa em benefício da Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios no Largo dos Remédios, comandado pela orquestra dos educandos artífices, sob direção de seu contramestre Agostinho José.
Com este baile e com a fundação das sociedades carnavalescas como a Sociedade Carnavalesca, dirigida por Joaquim José da Silva Pingarrilho; Sociedade Carnaval Amazonense, dirigida por Demétrio Antônio Peixoto; Euterpe Rionegrense dirigida pelo tenente-coronel João Marcelino Pau Brasil e a Sociedade de XPTO, iniciou-se o carnaval da cidade de Manáos, dividido em duas classes: o carnaval de salão e o carnaval de rua, sendo que este continuava com os moldes do entrudo, o que motivou a Câmara Municipal a editar uma portaria para coibir este tipo de prática.
Nos anos seguintes, até o fim do império e o inicio da República, os foliões manauaras brincavam o carnaval em sociedade carnavalesca, que promoviam grandes bailes públicos para o povo de classe baixa, que não podiam pagar os ingressos dos grandes bailes carnavalescos.
Os bailes carnavalescos mais disputados localizavam-se no centro da cidade e eram considerados os “carnavais da elite”. Os bailes mais famosos ocorriam no Ideal Clube (“Baile do Havaí”), Bancrévea (“Vamos pegar o sol com a mão”), Cheik (“Saara 40° graus”), Olímpico (“Baile Chegada e Despedida da Kamélia”), Nacional (“Baile Azul e Branco”), Clube União Esportiva Portuguesa (“Baile do Pierrot”), Cassam – (“ Chegada e Despedida da Águia”), Rio Negro Clube (“Baile Preto e Branco”), Gala Gay (Sírio Libanês, Novotel, Vitória Régia, Clube da Caixa, Cheik Clube e Rio Negro Clube) e Luso Esporte Clube ( “E viva o Zé Pereira” ). Ja a Secretaria de Estado da Cultura (SEC) promove o tradicional concurso de fantasias na Av. Eduardo Ribeiro no periodo monesco.
No último carnaval da província em 1889, aconteceram batalhas de confetes na praça D. Pedro II, senhoras e senhoritas percorriam a praça sob nuvens de confetes e serpentinas, jogadas por rapazes e senhores, tudo dentro da maior decência.
Com o advento da República e a modernização de cidade promovida pelo governador Eduardo Ribeiro (1892-1896), o palco da folia passou a ser a Rua da Matriz (hoje Eduardo Ribeiro).
Em 1908, os “barões da borracha” aqueles conhecidos por ousar acender o charuto com 500 mil reis, saiam às ruas em corso (desfiles de carros ou carruagem) com os foliões em cima das carrocerias fantasiados, cantando e bebendo deixando a alegria extrapolar em épocas das folias de momo em plena Avenida Eduardo Riberio.
Na Avenida Eduardo Ribeiro durante muito tempo, o povo pode assistir aos desfiles de Batucadas, Cordões, Blocos de sujos, Blocões, Foliões isolados, Blocos de Embalo e Escola de Samba (Unidos da Selva, Guerreiros do vinho, Andanças de Ciganos, A Voz da Liberdade, Acadêmicos de Petrópolis, Em Cima da Hora, Ipixuna, Vitória Régia, Barelândia etc.).
No último carnaval da província em 1889, aconteceram batalhas de confetes na praça D. Pedro II, senhoras e senhoritas percorriam a praça sob nuvens de confetes e serpentinas, jogadas por rapazes e senhores, tudo dentro da maior decência.
Com o advento da República e a modernização de cidade promovida pelo governador Eduardo Ribeiro (1892-1896), o palco da folia passou a ser a Rua da Matriz (hoje Eduardo Ribeiro).
Em 1908, os “barões da borracha” aqueles conhecidos por ousar acender o charuto com 500 mil reis, saiam às ruas em corso (desfiles de carros ou carruagem) com os foliões em cima das carrocerias fantasiados, cantando e bebendo deixando a alegria extrapolar em épocas das folias de momo em plena Avenida Eduardo Riberio.
Na Avenida Eduardo Ribeiro durante muito tempo, o povo pode assistir aos desfiles de Batucadas, Cordões, Blocos de sujos, Blocões, Foliões isolados, Blocos de Embalo e Escola de Samba (Unidos da Selva, Guerreiros do vinho, Andanças de Ciganos, A Voz da Liberdade, Acadêmicos de Petrópolis, Em Cima da Hora, Ipixuna, Vitória Régia, Barelândia etc.).
Em 1979 com a transferência do desfile de carnaval da Avenida Eduardo Ribeiro para a Avenida João Alfredo (hoje Djalma Batista), o carnaval de rua do centro da cidade desapareceu depois de mais de cem anos de existência. Mas surgiram as bandas.
Em 1981, os freqüentadores do antigo Mandy`s bar localizado no térreo do hotel Amazonas, resolveu fundar uma banda de carnaval nos moldes da irreverente banda de Ipanema. Foi assim que o grupo composto por Antenor Ramos, Paulo Onetti e outros fundaram a banda mais irreverente de Manaus que teve duração de 16 anos animando o carnaval de rua da cidade.
Depois da Banda do Mandy´s bar surgiu a Bica (Banda Independente Confraria do Armando). Também surgiu ao longo das três ultimas décadas muitas bandas como a banda da Baixa da Hégua (bairro do Educandos), Banda Blocos das Piranhas (bairro Parque dez de Novembro), Banda da Difusora (Avenida Eduardo Ribeiro), Banda do Carvalho (bairro Cachoeirinha), Banda do Cuiú-Cuiú, Banda do Clube da Caixa, Banda do Boulevard, Banda do Lobão, Banda da Jovem Pan, Banda do Jacaré e diversas outras.
Em 1979, a Avenida Eduardo Ribeiro deixou de ser o palco das apresentações que passaram a acontecer na Avenida João Alfredo (atual Djalma Batista). Neste período surgiram as novas escolas de sambas, como a Mocidade Independente de Aparecida, Reino Unido da Liberdade, Balaku-Blaku, Sem Compromisso, A grande Família, Mocidade Independente do Coroado e Unidos do Alvorada.
Quinze anos depois, a João Alfredo também ficou pequena para os desfiles de carnaval e, em 1993, durante o governo de Gilberto Mestrinho, foi inaugurado o Sambódromo com transmissão direta pela televisão para todo Brasil do desfile das Escolas de Samba do grupo especial.
Em 1981, os freqüentadores do antigo Mandy`s bar localizado no térreo do hotel Amazonas, resolveu fundar uma banda de carnaval nos moldes da irreverente banda de Ipanema. Foi assim que o grupo composto por Antenor Ramos, Paulo Onetti e outros fundaram a banda mais irreverente de Manaus que teve duração de 16 anos animando o carnaval de rua da cidade.
Depois da Banda do Mandy´s bar surgiu a Bica (Banda Independente Confraria do Armando). Também surgiu ao longo das três ultimas décadas muitas bandas como a banda da Baixa da Hégua (bairro do Educandos), Banda Blocos das Piranhas (bairro Parque dez de Novembro), Banda da Difusora (Avenida Eduardo Ribeiro), Banda do Carvalho (bairro Cachoeirinha), Banda do Cuiú-Cuiú, Banda do Clube da Caixa, Banda do Boulevard, Banda do Lobão, Banda da Jovem Pan, Banda do Jacaré e diversas outras.
Em 1979, a Avenida Eduardo Ribeiro deixou de ser o palco das apresentações que passaram a acontecer na Avenida João Alfredo (atual Djalma Batista). Neste período surgiram as novas escolas de sambas, como a Mocidade Independente de Aparecida, Reino Unido da Liberdade, Balaku-Blaku, Sem Compromisso, A grande Família, Mocidade Independente do Coroado e Unidos do Alvorada.
Quinze anos depois, a João Alfredo também ficou pequena para os desfiles de carnaval e, em 1993, durante o governo de Gilberto Mestrinho, foi inaugurado o Sambódromo com transmissão direta pela televisão para todo Brasil do desfile das Escolas de Samba do grupo especial.
Alguns anos depois, o povo de Manaus ganha mais uma festa dentro da folia monesca – o Carnaboi - que logo após os desfiles das escolas de samba, dá continuidade nas folias de momo. O ritmo do boi bumba toma conta do Sambódromo. Assim, samba e boi-bumbá se mistura comprovando que na folia de momo o importante não é o ritmo, e sim a diversão.
JUSTIFICATIVA
Neste enredo, a Mocidade Independente do Coroado pretende contar a saga do carnaval de Manaus, mostrando as várias fazes por ele percorrida do surgimento até o Sambódromo.
Manaus foi um dia considerada a segunda capital brasileira do samba, todavia com passar do tempo, perde-se esta colocação.
Hoje, é São Paulo a segunda capital do samba.
O carnaval de Manaus inicia-se através de uma festa em prol da Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios no Largo dos Remédios, a partir daí foi ganhando vida, apesar de muitas pedras em seu caminho. Houve momentos de quase desaparecer totalmente (momento negro do carnaval). Foi lá embaixo e voltou, perdeu colocação, porém, não abriu mão de existir, triunfar...!
Carnaval é magia, samba e descontração. É preciso reviver e conhecer a história do nosso carnaval. Com esse intuito é que a Mocidade Independente do Coroado vem este ano com festa, folia e fantasia deslindar os mistérios desse folguedo e assim poder participar de igual para igual, juntamente com as outras coirmãs, o troféu de campeã do carnaval de Manaus.
Edvaldo Almeida – Ed do Coroado
Ray Ferreira – Bam
Rayan Sá
JUSTIFICATIVA
Neste enredo, a Mocidade Independente do Coroado pretende contar a saga do carnaval de Manaus, mostrando as várias fazes por ele percorrida do surgimento até o Sambódromo.
Manaus foi um dia considerada a segunda capital brasileira do samba, todavia com passar do tempo, perde-se esta colocação.
Hoje, é São Paulo a segunda capital do samba.
O carnaval de Manaus inicia-se através de uma festa em prol da Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios no Largo dos Remédios, a partir daí foi ganhando vida, apesar de muitas pedras em seu caminho. Houve momentos de quase desaparecer totalmente (momento negro do carnaval). Foi lá embaixo e voltou, perdeu colocação, porém, não abriu mão de existir, triunfar...!
Carnaval é magia, samba e descontração. É preciso reviver e conhecer a história do nosso carnaval. Com esse intuito é que a Mocidade Independente do Coroado vem este ano com festa, folia e fantasia deslindar os mistérios desse folguedo e assim poder participar de igual para igual, juntamente com as outras coirmãs, o troféu de campeã do carnaval de Manaus.
Edvaldo Almeida – Ed do Coroado
Ray Ferreira – Bam
Rayan Sá

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