segunda-feira, 26 de agosto de 2019

GRES UNIDOS DA VILLA RICA (RIO DE JANEIRO/RJ)

Muito Prazer, Eu Sou o Samba!


Ritmo africano que chegou aqui no período colonial e foi rapidamente absorvido por nós brasileiros.
Começou como batuque dos escravos nas senzalas e hoje se tornou patrimônio brasileiro que mostrava lá fora a força, a cultura e a versatilidade do nosso povo tão miscigenado com traços branco, negro e índio. Tudo isso se perpetua em nossa musicalidade e dessa mistura nasceu o Samba. Que traz em sua essência um pouco de cada raça, o que fortalece ainda mais sua raiz.
Samba é um conjunto de ritmo, canto e dança, um gênero musical considerado um dos elementos mais representativos da cultura popular brasileira pelo mundo afora.
Ele, o samba pode ser apresentado de várias formas. Antes, era acompanhado por viola, violão, cavaquinho. Hoje, pandeiro, atabaques, berimbau, chocalho, agogô e por aí vai de acordo com a sua imaginação. Ganhou um swing diferente e nova roupagem.
Os sambistas de ontem deixaram um grande legado. Hoje, se não fossem as velhas guardas e nossos baluartes, ninguém saberia cantar e respeitar a nossa rica cultura que é o nosso samba. Defenderam o nome e a bandeira com muito orgulho.
Formaram blocos, sociedades e depois as escolas que fazem questão de repassar à todos que lá entram, a nossa cultura tão popular e brasileira. Que hoje é conhecida por todo o mundo.
Uma grande festa que hoje não é só nossa, vem pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo para conhecer o nosso samba que tem sua representação maior no Carnaval com grande variedade.
• Clubes
• Bailes
• Blocos e carnaval de rua
E o desfecho maior é o desfile das grandes escolas. Que logo assim que termina já deixa o gosto da saudade. O sabor de quero mais.
Durante muito tempo foi criminalizado e visto com preconceito por causa da sua origem negra. Hoje, com isso já superado temos o nosso dia 02 de Dezembro, dia nacional do Samba que é bem comemorado.
Em 1917, o primeiro samba era gravado no Brasil. Pelo Telefone, samba de autoria dos compositores Donga e Mario de Almeida. No ano de 1918, esse samba foi cantado em vários blocos, sociedades e cordões.
Ele, o samba se modifica de acordo com o local (Estado):
• Samba da Bahia
• Samba do Carioca
• Samba do Paulista
Cada Estado põe algo seu para caracterizar, se diferenciar. Mas, tudo é samba e não importa o lugar.
Hoje ele conquistou o seu espaço, avançou as fronteiras e ganhou o mundo. E não é atoa que nos dias de desfile, os olhos do mundo se viram para cá. Todos deslumbrados com esse ritmo que junto com ele traz inúmeras pessoas o reverenciando.
Em 1932, surgiu um grupo chamado A União Faz a Força que depois chamou-se Deixa Falar. Hoje, Estácio de Sá a primeira escola de samba da cidade do Rio de Janeiro.
E daí deu-se a partida para o nosso grandioso Carnaval da Sapucaí. Com suas grandes escolas que junto com elas arrastam uma multidão de pessoas comuns que esperam esse momento para viverem seus personagens dentro do enredo de cada escola.
1930 a 1950
Na época de Ouro da música brasileira, o samba canção era o mais ouvido e cantado por todos.
Sambistas como: Sinhô, Ismael Silva, Heitor dos Prazeres, Noel Rosa, Cartola, Dorival Caymmi, Ary Barroso, Adoniran Barbosa. E não parou por aí…
Pixinguinha, Ataulfo Alves, Carmen Miranda que tornou o samba internacional (A Pequena Notável), Nelson Cavaquinho, Lupicínio Rodrigues, Aracy de Almeida, Candeia, Nelson Sargento, Isaura Garcia. Elisabeth Cardoso, Elis Regina (em 1945 ainda criança), Wilson Moreira, Jacob do Bandolim, Lamartine Babo.
1960 a 1980
Clara Nunes, Paulinho da Viola, Elza Soares, João Bosco, Dona Ivone Lara, Jorge Aragão, Beth Carvalho, João Nogueira, Clementina de Jesus, Chico Buarque, Alcione.
E ainda hoje, surgem outros. Isso é o samba frutificando e se fortalecendo cada vez mais enraizado aqui no Brasil.
Tipos de Sambas
Samba de Breque, Partido Alto e Raiz, Samba Choro, Sincopado e Carnavalesco, Sambalanço, Samba Rock e Samba Reggae, Bossa Nova e Samba de Gafieira.
Só para lembrar
Noel Rosa – Conversa de botequim
Cartola – As rosas não falam
Alcione – Não deixe o samba morrer
Dorival Caymmi – O que é que a baiana tem
Ary Barroso – Aquarela do Brasil
Adoniram Barbosa – Trem das Onze
Heitor dos Prazeres – Vem pro samba mulata
Ismael Silva – Amor de malandro

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