sábado, 29 de dezembro de 2012

CARNAVAL VIRTUAL

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Conheça a União da Gávea escola inscrita CAESV 2013



Nome da Escola: Grêmio Recreativo Escola de Samba Virtual União da Gávea
Fundação: 03/03/2005
Cidade-Sede: São Gonçalo-RJ
Cores: Azul, Vermelho e branco
Símbolos: Gaivota Real
Presidente: Douglas Vieira
Carnavalesco: Clayton Gomes
Intérpretes: Nilson Campos e Clayton Gomes
E-mail para contato: gresugavea@hotmail.com

Enredo: "O sabor das Arábias que encantou o Brasil com a saga de um ouro negro"
Autor do Enredo: Clayton Gomes
Sinopse: INTRODUÇÃO
"Huummm... que cheiro bom!"
O nosso enredo será através de dois sentidos: o olfato e paladar...a Gaivota Real irá viajar na história para nos mostrar a saga de um "Ouro negro" conhecido por todos nós e apreciado por todo o mundo: o café!
Venha conosco viajar por suas lendas, mistérios, histórias e segredos que há por trás desse pequeno grão que é capaz de nos proporcionar grande vigor, energia e vivacidade. sejam bem vindos ao enredo 2013 da União da Gávea!

SINOPSE
Voa minha gaivota, nos leva numa viajem além-mar...rumo à Abissínia na Arábia para nos mostrar a origem deste grão divino. Deixe o vento soprar as areias do destino e revelar os segredos que o tempo guardou. Revela como Kaldi descobriu que seu rebanho de cabras ficava mais forte ao provar desse fruto. Eleva seu conhecimento aos monges orientais que o julgou como "obra do demônio" e como os fiéis eram proibidos de degustarem de seu sabor. Desvenda seus segredos de como um simples grão seria capaz de dar tanta energia para alguém? E enfim...nos leva aos suntuosos palácios dos sultões que o tinha como fonte de riqueza, já que o café também já foi usado como moeda e assim fazendo todo o Oriente Médio prosperar.
Nos mostra como a riqueza das Arábias se expandiu e ganhou novos horizontes. diga a todos que foi pelas mãos dos mulçumanos que o grão chegou finalmente as Índias onde foi comercializado, primeiro como moeda e em seguida como especiarias. Os Europeus se encantaram com tal sabor e trataram logo de leva-lo para a Europa, não tardou muito e todo o "velho-mundo" já havia caído nas graças do aroma adocicado do café. A ambição falou mais alto aos Holandeses que voltaram à Abissínia para colher mais do grão e assim enriquecer à custa de seu sabor. Foi por aí que o ouro negro foi criando fama chegando a Paris, onde um ramo de café foi dado ao Rei  Luís XIV como presente que logo tratou de expandir os arbustos dando origem ao famoso "Café Bourbon", o mais conhecido da França até os dias de hoje. Logo, as mudas do café atravessariam o mar ganhando as Américas, germinando em solos mexicanos e também na Guiana francesa, como presente de  Gabriel Mathien de Clieu , oficial francês, que trouxe para a América os primeiros grãos. Foi pelas mãos do sargento-mor Francisco de Melo Palheta , a pedido do governador do Estado do Maranhão e Grão-Pará , que as mudas de café, chegaram ao Brasil. Ele viajou à Guiana Francesa e lá se aproximou da esposa do governador da capital Caiena . Conquistando sua confiança, conseguiu dela uma muda de café-arábico , que foi trazida clandestinamente para o país. No Pará a raiz do cafeeiro se tornou forte, crescendo em grande expansão, fazendo com que o fruto se espalhasse  anos depois por todo o território nacional, construindo maior fama na capital paulista.
Foi exatamente pelas bandas de São Paulo que o café criou o seu verdadeiro legado econômico e cultural. Com a escravidão, as grandes plantações de café estavam em alta no país, gerando riquezas aos poderosos barões. O sucesso da lavoura cafeeira, fez com que o Estado disputasse o poder com Minas Gerais pela presidência do Brasil gerando um movimento que logo ficou conhecido como a "República do Café-com-Leite", permitindo que fazendeiros indicassem ou se tornassem presidentes. Com a proibição do tráfico de negros, os barões não tiveram  alternativas a não ser buscar imigrantes para trabalhar nas fazendas. Com a chegada desses novos trabalhadores, o país se viu crescer novamente na economia, porém o café também teve sua crise. Foi na era Vargas, onde sacas e mais sacas de café eram queimadas para que os preços do tal produto não subissem tanto e com isso o café deixou de ser tão popular em nossas terras, apesar do brasileiro jamais deixar de aprecia-lo até os dias de hoje.
Foi preciso inventar! Com a crise, o café estava em baixa, então vieram imigrantes de várias partes do mundo e começaram a criar novos sabores: torraram o café, o moeram, o pilaram...daí deu-se origem aos tipos: extraforte, o expresso, o pingado, e o mais famoso de todos, o cappuccino. Foram tantos outros sabores inventados que o café voltou a ficar em alta no Brasil e pelo mundo. Hoje é o mais pedido em restaurantes como a "saideira" de um bom jantar. É quem nos faz ter energia logo pela manhã, ao acordar. É quem inspira intelectuais nos "Cybercafés" da vida. E como disse antes, é aquele que nos dá vigor, bem-estar e muita energia, fazendo o nosso dia-a-dia bem melhor.
E lá se foi o café criar sua raiz no samba...
E porque não? Foi lá, no morro da tijuca onde o café cresceu e se espalhou por todo o Rio de Janeiro. Foi lá, numa terra onde hoje brotam bambas de suas raízes, onde escolas fizeram Histórias. O berço que fez a cidade mais feliz. Eu falo da tijuca, Lugar onde a "Academia do samba" nasceu,  cresceu, criou sua Raiz e que neste ano completa sessenta anos de existência. Hoje, a minha gaivota aplaude de pé aquela que exaltou o café em sua essência, que fez o ouro negro virar rei, e que faz até hoje a negritude ter seu lugar na sociedade. A União da Gávea encerra seu desfile de 2013 cantando pra você Salgueiro! Pois assim como o café que já foi inspiração para o seu samba, hoje nos torna fruto de uma só raiz, de uma só semente chamada carnaval.

Clayton Gomes.- Carnavalesco

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